sábado, 10 de novembro de 2007

ARTE OU PORNOGRAFIA?

ARTE ERÒTICA

Os primeiros registros da arte erótica remetem a pré-história, com reproduções da vida quotidiana representadas pelo homem nas cavernas. Inicialmente assistia-se a gravuras que descreviam os animais no seu habitat natural procurando acasalar, posteriormente foi introduzida a silhueta humana e o elemento da criação. No Paleolítico encontram-se as primeiras representações do feminino, tendo sido as primeiras descobertas na Europa. Tratavam-se essencialmente de imagens esculpidas na pedra, representando uma mulher de seios grandes abdômen proeminentes enquanto símbolo da gravidez e fertilidade.

As posturas das imagens representadas submetem o observador à idéia de carinho, desejo e coito através de uma representação explicita da idéia.Por sua vez, os símbolos fálicos, associam-se a fertilidade, família numerosa e consequentemente poder e proteção. Nesta altura o erotismo floresce e os artistas alimentam as suas criações, cada vez mais explicitas como representações claras de desejo.

Uma questão muitas vezes colocada no que se diz a respeito da fotografia erótica e fetichista se é arte ou pornografia. Por mais ousadas que sejam as fotografias parece ser de opinião generalizada que aquela deve ser incluída na primeira categoria. É certo que o corpo humano desnudado possui intrínsecas propriedades estéticas que podem ser captados numa imagem fotográfica e, tranqüilizados por esta realidade irrefutável, os adeptos desse tipo de fotografia têm vindo a aumentar de ambos os lados da objetiva.

Mas é justo que se diga que a apreciação estética é vulgarmente condicionada pelas características do modelo, confundidos que somos pela sua beleza e incapazes de observar as qualidades técnicas e artísticas da fotografia em si.
É impossível traçar um limite exato, uma fronteira, entre o erótico e o pornográfico. Já várias vezes, em discussões foram debatidas qual a diferença entre um e outro, mas as conclusões foram sempre controversas. Alguns admitem que o pornográfico se caracterize pela exposição explícita dos órgãos sexuais, enquanto que o erótico trata com mais subtileza a apresentação dos corpos.

No entanto, a fronteira não é tão óbvia. Poderá distinguir-se o erotismo da pornografia por meio da participação, ou não, do observador no espetáculo. Na pornografia há uma participação por meio da excitação sexual, ao passo que no erotismo mesmo que haja esse despertar do desejo, não é o objetivo principal do material literário ou artístico despertá-lo, mas solicitar uma cumplicidade à distância, visando basicamente um saber do querer, um conhecimento do desejo e do prazer, que no limite constitui uma forma de prazer.

Com isso vem uma afirmação de que a beleza está nos olhos de quem observa e o erotismo se encontra na mente de quem observa. Desde o século XVI a cultura ocidental mostra uma longa história em tentar suprimir o erótico, com isso surgiu uma seqüência desde a série I Modi de Giulio Romano/ Pietro Aretino, publicadas no século XVI.

Due Amanti (Two Lovers). Giulio Romano 1523-1524

Tiziano Vecellio Retrato de Pietro Aretino e Concerto campestre

Essas imagens não são fáceis de encontrar como as muitas reproduzidas de Mapplethorpe que são impressões que compõem uma seqüência sobre relações heterossexuais. Essa coleção causou muito tumulto em Roma e os três artistas tiveram que fugir. Existe um aspecto bastante interessante e claro que os I Modi são uma sátira a corte papal, pois representava algumas das principais cortesãs da época e seus amantes nobre sendo elas identificadas através de alguma especialidade sexual em particular que cada uma tinha. Esses elementos aparecem mais tarde na arte erótica pelo menos na parte ligada a tradição ocidental.

Quando observamos a evolução da arte erótica no ocidente vemos alguns pontos marcantes que ocorreram no século VXII, um deles esta ligado a descoberta das cidades romanas Herculano e Pompéia no ano de 1748, fizeram reviver o interesse nos frescos romanos que tinham influenciado Rafael e Giulio Romano da mesma maneira que isso foi um choque cultural porque pela primeira vez era visível no seu dia a dia a enorme quantidades de representações eróticas descoberta nas duas cidades soterradas isso causou um choque na sociedade pois a educação era baseada no estudo de testos clássicos. E com isso eles não aceitavam que estas figuras pudessem ser absorvidas pela imagem idealizada do mundo clássico que tinha sido passada pelos professores eles que cuidadosamente tinham desviado os pupilos das passagens eróticas que se encontrava em autores clássicos. A solução encontrada para esse problema nunca foi explicada em muitas palavras, foi que as imagens fossem postas de parte e estivesse à disposição apenas dos mais maduros e sofisticados.

Um comentário:

Anônimo disse...

isso aí, Dants!
to gostando de ver seu trabalho!
continue postando!

sucesso!

beijos!
;**